quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Vem, deixa eu te amar no escuro do meu quarto
Deixa eu te ama no chão gelado em uma noite quente
Veem logo, deixa eu te amar no espaço desse instante
Deixa eu me perder no tempo, se perde no tempo comigo
Se joga no chão, me joga no chão e me ama,
Só isso...
Só me ama,
Vamos aproveitar esse momento pra amar
Vamos aproveitar enquanto eu quero te amar e não me espalhar por outros chãos, corpos, espaços e instantes por ai
Não precisa me entender,
Não tenta fazer isso
Só me ama
E me abraça e deixa eu me perder nesse amor, me abraça bem forte e espalha a sua ternura em mim, me deixa ser terna com você,
Mesmo que só nesses instantes em que não quero me perder por ai, mesmo só nesses instantes que eu prefiro voar só com você no escuro do meu quarto, em uma noite quente
Não me entende, meu amor, não tenta, vai ser melhor assim
Só me ama e me deixa voar por ai, que eu te deixo também e te amo.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Eu te confundo sempre, eu sei disso, mas você me confunde também. A vida não anda fácil pra nós dois, nunca foi, e não vai ser, somos duas crianças mimadas, eu com as minhas certezas e incertezas e você com as suas birras insuportáveis, que me fizeram me afastar, que mataram boa parte do que existia entre nós, a culpa não é só delas, nem só sua, mas é também. Eu to cansada disso tudo, de tentar segurar todas as culpas e de não te magoar mais ainda, to cansada de tudo isso que acontece sempre com a gente, da sua amostra de crise hoje, das suas crises de sempre, eu to desgastada com isso e sei que você também, sei que não é culpa sua e minha também, é culpa nossa, do que nós fizemos, individualmente e juntos, mas não precisamos carrega-las, a gente pode se perdoar e seguir em frente, mas elas pesam mais que o simples saber que podemos fazer isso. Não posso negar que eu gosto de você, que eu sinto sua falta, que as vezes eu quero muito te ter por perto (de forma literal e não tão literal assim), mas não posso negar também que se eu fizesse isso eu estaria sendo desonesta comigo, eu juro que não sei explicar o porque, mas é uma coisa muito em forte em mim, eu não quero ficar com você (mesmo querendo as vezes), não quero isso, preciso me desvencilhar disso e viver outras coisas, outras sensações, me sentir mais saudável, porque eu não me sinto assim estando com você.  Não pode ser saudavel uma relação que envolve mais mágoas e lagrimas que prazer, temos e tivemos muitos momentos bons, mas as coisas ruins começaram a se sobressair e perdemos o controle e por enquanto não conseguimos voltar atras. Eu te amo sim, sei que você também me ama, aprendemos muito um com o outro, crescemos muito, mas perdemos o controle da situação, não conseguimos seguir com uma coisa bonita, preferimos deixar o caos se instaurar e dar nisso tudo. Precisamos reconhecer que precisamos nos reconhecer primeiro, nos reconhecer em outros espaços, corpos, circunstancias e ver no que da ai, se nos encontramos de novo quando estivermos mais sabios ou controlados, se entramos em sintonia ou não.  Eu sinto sua falta, sinto falta de me espalhar na sua cama, de te ver acordar, de te abraçar depois de tudo, de fazer sexo com amor e tudo mais de bonito envolvido, mas como diz o cicero em uma de suas lindas canções Mas se você quiser alguém pra amar ainda hoje não vai dar não vou estar. Sinto  falta do seu cuidado, da nossa cumplicidade e das nossas loucuras, mas não da pra negar que não vamos ficar bem assim, não da pra fingir que muita coisa aconteceu entre a gente e que não conseguimos ficar bem depois disso. Tá na hora de esperar o tempo atuar na nossa vida e ver o que ele faz com a gente, já que não conseguimos separar as coisas e a cada abraço ou beijo ou sei lá o que, nos confundimos mais ainda. Eu te confundo e você me confunde. Acho que é isso. 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

E o que a gente faz com essa vontade de chorar que não passa, com esse desespero e esse aperto no peito?! Não dá mais pra fingir que ta tudo bem e que o mundo é lindo, sei lá se é egoismo meu, coisa de menina mimada, mas não, o mundo não anda justo comigo. Poxa vida senhor Universo, eu não fiz nada, deve ser isso né, eu me mantive muito estatica, enquanto você quer atividade, mova-se e sera recompensada, acho que é isso que eu devo colocar na minha vida, mais movimento, mas eu sempre tão medrosa, não molho o pé porque tenho medo de me afogar, ai eu fico aqui assistindo a vida passar pela janela, me lamentando que pra mim nada nunca da certo, então vamos sair da passividade, vamos se jogar no mar e esperar a recompensa, se positiva ou negativa, alguma coisa ha de vir. Mas como mudar agora?! Palavras já foram proferidas, tem coisas que não se pode mais voltar atras, queria conseguir me sentir feliz, me sentir bem, mas pro lado que eu corro, as coisas apertam mais ainda, não quero viver assim, pra isso e por isso. Eu quero ser feliz poxa vida, e eu to correndo atras disso, mas parece que cada vez que eu começo a me sentir bem, feliz, aparece um monstro por trás do muro pra me assustar, me atormentar, quando eu jurava que estava tudo em paz. Talvez eu deposite muita expectativa nas coisas e nas pessoas e me decepcione absurdamente depois, mas enfim, é hora de aprender a ser feliz dona Fernanda, a vida não é fácil e você ta muito mal acostumada com os comodismo da sua vida, nem todos querem o seu bem, nem todo mundo é bom e o mundo não é lindo como a sua mãe e a sua familia construíram pra você. A vida ai fora é cruel e resta a você se exiliar em uma gruta, na cachoeira mais bonita que você encontrar, ou ir lá e enfrenta-la e vive-la, mostra pro mundo que você pode ser mais que essa menina mimada, que chora a cada não que recebe ou da pra vida.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

sobre instantes...

Definitivamente, acho que não nasci pra essas convenções. Nunca fui responsável e essa historia de andar na linha só funciona com a minha mãe...ultimamente acho que nem com ela mais.
Acho que nasci pra viver por ai, sem muitas encanações, pra conhecer lugares, pessoas, culturas, povos e não me prender a nada, talvez a você ou nem isso [se bem que eu sempre preciso de um porto seguro e de um colo]. 
Qual foi a sua ultima proposta mesmo?! Argentina...vamos pra Argentina?! Você sabe que eu iria, se não fosse meus inúmeros medos bobos e o meu rabo preso com a minha família. Viveríamos, esse seu instinto aventureiro, livre de tudo e todos, sem convenções e conveniências  e eu com toda essa minha ânsia de liberdade e a minha sede de conhecimento. já te disse que o que eu mais queria era sair mundo a fora conhecendo pessoas, lugares, culturas e aprendendo com o que e o que o mundo pode me propiciar, lembro de você rindo e dizendo que eu era linda como as minhas vontades e os meus sorrisos, acho que eu ri timidamente e você me olhou com esses olhos que querem engolir o mundo e me convidou pra viver isso. Eu iria se não fosse a minha covardia. Viveríamos livres, seus cabelos loiros, a sua barba cada vez mais linda e esse seu jeito de menino de menino largado, meus cabelos soltos, meus olhos encantados e esse meu jeito de menininha indefesa, ao vento, a merce das nossas vontades e dos nossos instantes. Viveríamos felizes, de arte, circo, culturas, amor, paz, povos, pessoas, pessoinhas, sorrisos, palavras, companheirismo, amigos e tudo isso que nos faz feliz. Viveríamos com os pés no chão e a cabeça solta, viveríamos livres. No nosso mundo não teria coca-cola, Facebook,ipod, ipad  e essas convenções modernas. Teria sim muita musica, muita festa, muita vida. Teríamos um filho com os seus olhos de ressaca [vamos citar machado =)] e com o meu sorriso aberto,  ele teria todos os valores essenciais pra um ser humano, o amor e a igualdade e ele também viveria feliz com os pés no chão e a cabeça ao vento, cada instante em um lugar, cada instante conhecendo pessoas novas, culturas novas e aprendendo que seja em Buenos Aires, em São Paulo ou em Bangladesh, aonde for todas as pessoas são iguais, brancos, negros, homossexuais, enfim todos são iguais e a igualdade, o amor e a paz reinarão no nosso mundo. Seriamos felizes nos nossos instantes. Ah se não fossem essas convenções. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Sobre a USP

Eu sei que eu já passei na Unifesp e eu já tenho aonde estudar e se eu fosse pra USP seria inevitavel o meu envolvimento com os grupos estudantis e todo aquele mito de revolucionarios da FFLCH, de acordo com o que as pessoas conhecem da minha personalidade e do mei jeito de ser, mas eu não posso negar, que mesmo feliz por ter passado na Unifesp, e me acostumando com a idéia de morar em Santos, eu queria muito ter passado na USP, mesmo que eu não fosse cursar, não me matriculasse e etc, sei que é isso soa como um egoismo exacerbado, mas eu queria ter passado pra ficar com a alma leve e poder dizer tranquilamente que a minha missão foi cumprida, afinal de contas foi por isso que eu larguei a publicidade, o meu emprego que me dava um certo status e me pagava bem, larguei tudo de concreto que eu tinha e voltei praquele cursinho, voltei a viver as custas do meu pai, me submeti a escutar todo mundo falando que eu era maluca, que aquilo não tinha o menor cabimento, mas mesmo assim eu quis pagar pra ver, quis me testar, quis testar a minha capacidade intelectual, quis ver até aonde eu conseguia chegar e até aonde aquilo era um sonho ou uma obcessão, enfim, fui lá fiz a primeira fase, passei com uma vantagem consideravel e fui fazer a segunda fase, confesso que eu não tava confiante e nos dias estava uma chuva preguiçosa, eu estava morrendo de colica nos dois primeiros dias, mas fui lá, afinal eu queria provar pra minha familia, pros meus pais, pra mim, que eu era capaz, como todos sabem hoje, a algumas horas atras saiu a lista dos aprovados e o meu nome não estava lá. Não da pra negar a frustração que eu senti hoje, já estava definido nas minhas convicções que eu ficaria na unifesp mesmo, porque o curso escolhido lá se enquadra no perfil do que eu realmente quero pra minha vida, é o que realmente faz os meus olhos brilharem. Mas a gente sempre quer tudo, só pra falar que tem, só pra pendurar na geladeira, ou na parede da sala, pra ter orgulho, pra deixar nossos pais com orgulho, até já imaginava meu pai falando pros clientes dele - Minha filha passou na USP- e o quanto ele se encheria de orgulho, assim como ele ficou quando soube que eu estava aprovada na Unifesp, mas a USP pra ele e pra todos aqui em casa tem um peso todo especial. Bom enfim, já chorei, já coloquei minha frustração, minha decepção comigo pra fora, agora só resta seguir a vida, pensar na vida santista, correr atras de um teto e fazer de tudo pra que esses 4 proximos anos sejam os mais legais da minha vida e fazer com que tudo isso valha muuuito a pena. Como diz o Flavio no seu discursso pré fuvest: Se não deu certo, paciencia, isso é sinal que tem uma coisa muito melhor te esperando . Eu tenho certeza disso, o universo conspirou pra que eu siga o melhor caminho, e essa coisa muuito melhor tá ai me esperando e eu vou lá vive-la da melhor maneira possivel.
Obrigada a todos que fizeram parte disso tudo e que me deram força pra seguir com tudo que eu acreditava, mesmo os que não concordaram e criticaram, obrigada da mesma forma, todos foram importante pra que hoje eu seja uma pessoa mais madura, mas que tem muito a aprender ainda. Tenho outros caminhos a seguir e espero ter todos ao meu lado sempre.

sábado, 24 de dezembro de 2011

como explicar o que eu sinto por você. Tem que ser uma explicação bem objetiva, senão você vai ficar falando que eu sou subjetiva demais.
Eu tive a certeza desde a primeira vez que eu te vi, naquele metrô as 6:30 da manhã, desfilando meu mau-humor matinal, que você causaria todo esse emaranhado de sentimentos. Estranho falar isso, na época você namorava e etc, etc e etc, mas aquelas manhãs ao seu lado, dava um vigor diferente, foram poucas manhãs juntos, foram poucos dias de convivencia, mas foi o suficiente pra mudar a minha vida. Você nunca saiu dela, você nunca quis sair, eu tentei me distanciar, confesso que comemorei quando você foi pra Santos, afinal de contas, me apaixonar por alguem que estava todo apaixonadinho por outra pessoa era o fim. Mas já não dava mais eu estava encantada por você, mas aquilo era coisa minha, eu vesti o meu escudo e montei as minhas barreiras, contra esse encantamento, elas até que funcionaram por um tempo,conheci diversas pessoas, me envolvi com algumas, mas nada que apagasse você dentro mim. Você dificultava também, eu tentava a todo custo te evitar, mas você sempre encontrava uma forma simpatica de falar comigo e quebrar o meu gelo.Você sempre lapidando meu petrificado coração. é chegou uma hora que não deu mais pra conter, eu já estava toda perdida no que sentia, e doia, doia muito te ouvir falando dela, ver qualquer coisa que os relacionava, imaginar qualquer coisa, mas eu fui suportanto, enrijecendo o meu coração, tentando te manter longe dele e me convencendo que isso tudo não passava de uma forte amizade, daquelas que a gente quer que dure a vida toda, mas não era. No fundo eu te queria pra mim, só pra mim, bem egoistamente pra mim, não eu não sou dessas loucas possessivas, mas eu queria ter você mais perto de mim. A vida foi dando um jeito pra que tudo acontecesse como aconteceu, mas ai eu já tava com um coração duro demais e convencido que eu tinha que tentar outras pessoas e não te querer, ai de novo tudo aconteceu, como aconteceu, como está acontecendo. Eu não consigo mais me "convencer" que não te quero, que isso é fruto dos meus devaneios, das minhas fantasias. Eu passei a aceitar o que eu sinto e me render aos seus encantos. Eu não queria, a todo custo eu não queria, mas foi tudo mais intenso que a minha razão.
Agora, só nos resta observar o caminhar dessa historia, vamos ver o quanto vai o nosso eterno pessoal, particular "encantamento" ou amor. Por que se isso não é amor. O que é amor então?!

domingo, 24 de julho de 2011

sobre meus medos

Sou cheia de medos, inseguranças e imperfeições.Muitas coisas me apavoram, muitas coisas me amedrontam, muitas coisas me tiram da orbita natural. Não acredito muito na minha estabilidade emocional, mesmo sabendo que eu tenho. Tenho medos e medos e mais medos e isso me dá muito medo. Tenho medo do amanhã, medo da perda, medo do nada, medo da solidão, medo do meeedo.