Eu queria poder falar todas as coisas que estão mais que engasgadas, mas a coragem que me acomete em alguns instantes logo vai embora, dando lugar a covardia. Eu queria te dizer tudo o que eu senti esse tempo todo em que nos conhecemos, desde os primeiros contatos bobos, a primeira palavra, o primeiro sorriso, o primeiro abraço e etc. Eu queria voltar atras e não desperdiçar o que de bom eu tive com você, eu queria dizer o sim que sempre ficou entalado. Eu queria não duvidar das suas juras[mesmo sabendo o que tinha por tras delas] eu queria ter você só pra mim.
Queria que você alivisse um pouquinho do amor que eu sinto, da sede de você que me consome, queria não te querer tanto, queria que não houvesse sentimentos, ao menos não ao ponto que o meu chegou. Queria que nada disso atrapalhasse a minha vida e me fizesse ter vontade de sumir por alguns instantes. Queria não me corroer a cada vez que você mal fala comigo ou ao menos fala. Queria não te achar tão fascinante e queria ao menos por um instante te odiar.
Domingo, 10 de Maio de 2009
Terça-feira, 21 de Abril de 2009
...
(...) poder falar e dançar a vontade (...) que o amanhã venha sem eu sentir. só sendo. só tentando ser. só livre. aberta e livre pro mundo. pra mim (...) que amanhã eu acorde com a mesma vontade e com a mesma possibilidade de só deixar a vida ir. que pelo menos minha semana seja assim. interna. só. e livre. (...) quem sabe?! hoje, honestamente, nenhuma compreensão é plenamente certa, não pode ser, pelo menos por enquanto. quem sabe com o tempo as dúvidas virem certezas. ou não. (...) algumas coisas a gente só pode sentir quando está sozinha.
(...) a vida é um sonho. nunca se está plenamente acordado. você está pensando e imaginando coisas, e criando situações, pensando nos diálogos que só eu vivo. sozinha na minha cama antes de dormir. todas as noites. eu vivo. com pessoas que ainda nem conheci. vivo com o que pode ser o futuro. as pessoas não fazem muito sentido. (...) um dia eu encontro alguma resposta. mas a vida é um sonho. e eu nem sei quando de fato estou acordada. (...) por uma coisa ou outra as pessoas são feitas pra serem conhecidas, admiradas, pra gostar, pra que gostem. todas as relações nutrem amor. e são amores lindos. os que passam. os que ficam. os que se transformam. eles existem, existiram. e na memória fica pra sempre alguma imagem disso tudo. mesmo que a minha falhe. ainda vai existir um pouco do mundo pra me lembrar.
(...) a vida é um sonho. nunca se está plenamente acordado. você está pensando e imaginando coisas, e criando situações, pensando nos diálogos que só eu vivo. sozinha na minha cama antes de dormir. todas as noites. eu vivo. com pessoas que ainda nem conheci. vivo com o que pode ser o futuro. as pessoas não fazem muito sentido. (...) um dia eu encontro alguma resposta. mas a vida é um sonho. e eu nem sei quando de fato estou acordada. (...) por uma coisa ou outra as pessoas são feitas pra serem conhecidas, admiradas, pra gostar, pra que gostem. todas as relações nutrem amor. e são amores lindos. os que passam. os que ficam. os que se transformam. eles existem, existiram. e na memória fica pra sempre alguma imagem disso tudo. mesmo que a minha falhe. ainda vai existir um pouco do mundo pra me lembrar.
Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
tentando escrever. tentando organizar a vida, as idéias. mas as vezes o tempo me parece pouco, os dias me parecem rápidos, curtos, tanto que minam tantas e tantas possibilidades. pavio curto. explosiva. e jogo a culpa toda nesse desejo absurdo de liberdade. de realizar sonhos. cheia deles. as vezes por coisas mais práticas, as vezes por coisas mais sentimentais. quem precisa fazer sentido? os segundos me mudam. mudo de idéia. quando percebo e penso nas coisas, elas já passaram, já fiz, já falei, já gritei alto. já fui absurdamente precipitada. mas quem disse que isso precisa ser ruim? se não me querem perto assim, talvez não sejam as pessoas que precisam estar perto. no mais. sou feita de pedaços de coisas, de recortes, de fragmentos, de reflexos do mundo. de sentimentos, de idéias, ideais, metaforas, clichês. junta mais um pouco das frases de clarice, de vinicius... das músicas de chico, tom, toquinho, gonzaquinha, beto guedes, belchior... dos filmes da vida. das imagens da vida. dos segundos que passam rápido, dos que passam devagar. é pela contradição. pelo complexo que se pode definir, ou melhor, não definir a vida de alguém. ninguém se conhece o suficiente, é imparcial o suficiente... e todos tentam. pelo menos pensar sobre isso ajuda a pensar na vida, a se questionar, a se transformar... vivendo por aí, uma essência. uma idéia de alguém. quem sabe um personagem criado, que vive andando pelas ruas. dias de liberdade. de viagens. de imagens...entre as coisas que se ama...entre as coisas que se quer...o gostar é o que faz ser...entre as coisas que gosta se modela a personalidade...então talvez eu possa ser poesias, metaforas, imagens, livros e discos...assim...sendo...
Sexta-feira, 10 de Abril de 2009
'Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém. Assim, sem precisar procurar no meio da multidão. Alguém que me levasse ao cinema e, depois de um filme sem graça, me roubasse gargalhadas. Alguém que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse. Alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse. Que me dissesse que eu canto mal e que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada. Alguém que me olhasse nos olhos quando falo, sem me deixar intimidada. Alguém com qualidades e defeitos suportáveis. Que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção. Alguém que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo. Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito. Feito pra mim!'
Terça-feira, 31 de Março de 2009
não é de todo mal esses desejos últimos. iniciam ao começo do dia. persistem no acordar, no dormir. mantenho os olhos abertos pelo maior tempo possível. olho, toco, sinto... enquanto tento fazer sentir. e será que sente? me achava capaz de perceber esses pequenos detalhes. me achava capaz de me redefinir. agora já não me percebo tão forte, tão confiante. a leveza talvez esteja em perceber nossos pequenos medos. só percebendo se pode avançar. se as sensações instantâneas me fazem feliz, quero mais é vivê-las. que importa se as pessoas me olham? se falam? a vida tem mais é que ser sentida a flor da pele. pelos sambas da vida. pelos amores da vida. por todos eles.
Segunda-feira, 16 de Março de 2009
bem que eu queria criar coragem, não fechar os olhos com tanta força e fingir que as coisas não acontecem. sempre me vem mais um daqueles dias, em que não me prendo à leitura alguma, só fico parada na mesma folha, sem deixar que me digam, sem querer dizer. já não gritam o meu nome tão forte, como se o medo ocupasse e lapidasse toda e qualquer "esperança". já não encontro as palavras adequadas. entre longos intervalos de silêncio só provoco um sussurro que não espanta e não me entrega à nada. adianta parar como num meio-fio de outras vidas e ficar só esperando? tão pacientemente esperando...o que? o que tem me feito parar sem reação, só ouvindo as notas de longe. só olhando. o que vai mudar se eu somente deixar que me vejam.tantas clarezas, tantas intenções. às vezes as suposições ultrapassam seus próprios limites.de sonhos tornam-se vida, ou mais uma daquelas histórias vistas de fora, sem que nada me puxe pra perto, sem que me faça falar ou cantar mais alto. fico observando como uma obra que não pode ser tocada, tão devagar, com medo da aproximação e do afastamento. presas a que limites? a vontade é de gritar alto, com uma voz que eu nunca tive, e ver se me ouve, ou se sequer vira rosto pra mim. quase como observar distâncias, com um nome e um som definido, só falta acontecer.
Quarta-feira, 4 de Março de 2009
Jamais imaginaria que aquilo aconteceria, mas aconteceu. Era por volta das 8:00hrs, o sol brilhava forte, invadia a varanda e espalhava-se por todo pequeno apartamento chegando ao quarto e aos seus olhos, o brilho dos raios solares e o seu calor a acordara. Levantou-se dirigiu-se a varanda, parou por alguns instantes e observou ao seu redor, pessoas corriam, outras caminhavam levemente, cada uma com sua particularidade, crianças saiam lindamente uniformizadas. Aquilo tudo a encantava, lembrava-se de tudo já ocorrido até na hoje. Lembrou de seu recente passado, lembrou que aquela hora estaria correndo, super atrasada, naquele uniforme o qual antes achava horrendo, correndo pra não perder o Penhão de todo dia, aquele que não tinha hora pra passar e que por sua sorte sempre estava tão atrasado quanto ela. Todo dia via as mesmas coisas e acontecia as mesma coisas, era uma rotina, mas era gostoso, mesmo que não parecesse. Sentiu saudade, isso saudade era sim a palavra certa a ser usada. Saudade das tantas manhãs de sol como aquelas, das tantas conversas ao sol, das tantas risadas, dos perfumes, dos abraços, das piadinhas sem graça, das conversas comprometedora e de tudo aquilo que sempre quis se livrar. Tudo aquilo a tomava naquela manhã ensolarada, a saudade se fazia presente e tudo lhe soava nostalgico naquele dia.
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