Ela sempre foi uma menininha muito boba. Sempre cometeu os mesmos erros e por mais que ela prometesse a si mesma que nunca mais faria nada daquilo e nem sofreria mais por ninguem, ela se contradizia e fazia tudo de novo. E lá estava ela chorando por erros tão parecidos com os anteriores. Ela sabia que não podia pensar e nem agir daquela forma, mas de novo ela o fez, de novo e denovo, essas dores já lhe eram tão rotineiras que ela até sentia um certo prazer naquilo.
De novo o mesmo canto, de novo as mesmas paredes a ouviam chorar e ouviam suas lamurias.
Choros, suspiros e lamurias sem a menos razão, fundamento e cabimento. Ela sempre fora uma menina muito maluquinha, ela nunca entendeu o que realmente ela sentia e o que ela pensava.
Ela já não conseguia controlar-se.
Ela já não conseguia parar de chora daquilo tudo.
Ela já não conseguia conter a crise de risos.
Ela se achava ridicula por tudo aquilo, pela sua crise, pelo seu choro e até pelo seu riso. Como ela é boba.
Amanhã ela vai se achar a pior das criaturas desse mundo, a maisridicula a mais tonta e a mais sem noção. Hoje ela ainda está em crise consigo.
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