A espera nunca a agradou, sempre foi a mais apressada e ansiosa de toda a família, do grupo de amigos e de todo ciclo do qual fazia parte. As borboletas faziam uma fara só em seu estômago e as sensações fundiam-se, tornado tudo uma confusão maior ainda. Sentia, apenas sentia, naquele momento em que tudo tomaria corpo, em que tudo se decidiria, ou os sonhos se concretizavam ou desmoronavam, ou apenas seriam adiados pro próximo ano talvez, ou sabe lá Deus pra quando ou até seria adormecido pra um futuro não tão próximo. A certeza era uma só, lágrimas correriam na sua face, independente do resultado elas estariam alí presente, ou seriam de muita alegria, de uma emoção sem fim ou seriam de mágoa, talvez tristeza ou algum desses sentimentos de sinestesia duvidosa. Tantas decisões, tantos caminhos e tantas mudanças, e ela apenas uma menininha no meio de tudo. Uma menininha deslumbrada e medrosa ao mesmo tempo, com uma vida absolutamente igual a de qualquer um, mas em um período de transformações, conhecimentos novos e realizações. A partit de amanhã tudo fará sentido(ou não), tudo entrará no eixos(ou sairá mais ainda), tudo será novo de novo.
Amanhã é um novo dia e ela a mesma mulher.
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